40 Anos de Internet: O Dia em que o Destino dos Nerds Mudou.

2 09 2009
O computador usado por Berners-Lee para criar o primeiro servidor web do mundo: internet só se popularizou em meados de 1990

O computador usado por Berners-Lee para criar o primeiro servidor web do mundo: internet só se popularizou em meados de 1990

Se Vanusa tivesse errado o Hino Nacional, em 2 de setembro de 1969, por maior que fosse a solenidade, poucos, além dos presentes, saberiam. Talvez o fato nem chegasse aos jornais.

Naquela época não existia vídeos no YouTube. As buscas eram feitas em bibliotecas e os protestos não se estendiam a países separados por oceanos. A internet começava a surgir, mas era apenas um experimento tímido, reservado a poucos.

Há exatos quarenta anos, não mais do que vinte pessoas se reuniram em um laboratório de Kleinrock, na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a fim de assistir dois computadores passando dados volumosos por meio de um cabo cinzento de cinco metros. Para muitos, era o nascimento da internet: um teste da uma rede militar Arpanet, motivado pela Guerra Fria.

A consolidação de uma rede de computadores ocorreu poucas semanas depois, em 29 de outubro, quando pesquisadores fizeram o servidor da universidade transmitir dados para outro servidor localizado 630 quilômetros ao norte, no Instituto de Pesquisa de Stanford.

As múltiplas redes só começaram a surgir anos adiante, na década de 1970, com a chegada dos protocolos TCP/IP. Os e-mails vieram logo em seguida, antes da virada para 1980. Na década seguinte, apesar de já existirem os sufixos padronizados “.com” e “.org”, quase ninguém usava a ferramenta de comunicação e poucos sabiam o significado da palavra “internet”.

O cenário só começou a mudar em 1989, com a chegada do WWW (World Wide Web), uma plataforma interativa criada por Tim Berners-Lee a partir da junção do hipertexto com a prática dos protocolos TCP e DNS. Dali em diante, a internet se tornou algo popular, sendo, enfim, chamada pelo próprio nome.

Ninguém imaginaria, porém, que, em menos de vinte anos, o número de pessoas conectadas chegaria a 1,5 bilhão. Neste meio tempo, seres humanos viraram “internautas” ou “usuários”, que passam cada vez mais horas em frente aos computadores, muitas vezes calados, mas emitindo e recebendo informações como nunca.

Além de notícias, da interatividade e da comunicação em tempo real, os internautas encontraram uma nova forma de entretenimento e de cultura. Para a revolta da indústria, o modo de consumir música e cinema mudou com a chegada do Napster e de muitos indexadores de BitTorrent, dos quais ainda sobrevivem Mininova e The Pirate Bay, entre outros.

“O grande dilema da internet nos próximos anos é se ficará como um espaço de liberdade, presente nos ideais de seus criadores desde o começo, ou se retrocederá a um espaço controlado”, diz Marcelo Branco, coordenador do projeto Software Livre Brasil e diretor do Campus Party.

As empresas de hoje, segundo Branco, precisam se readaptar ao modelo libertário da internet. “Não só as empresas de tecnologia, mas todas têm o grande desafio de abertura. No mundo da internet, os valores mudaram. Elas precisam se abrir se quiserem aproveitar o espaço, como é o caso do Google, por exemplo”, explica Marcelo Branco

O mundo parece viver uma época de transição e, como aconteceu nas décadas de 60, 70, 80 e 90, ninguém sabe prever o que mais a internet poderá trazer nos próximos anos. Se virão mais revoluções, interferências e invasões maliciosas, somente ela, a própria internet, poderá nos dizer. Uma coisa é quase certa: o spam continuará a existir.

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Fonte: Info Plantão.

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