Laboratório da Google promete óculos de realidade aumentada

12 03 2012

Olha, eu com certeza quero um...

Recentemente, o Google anunciou que seu laboratório de inovações, o Google X, irá lançar um par de óculos derealidade aumentada. A inovação deverá estar disponível no mercado até o fim do ano e promete ser uma espécie de “tela transparente” de computador.

Apesar do design do produto ainda não ter sido revelado, já foi divulgado que ele terá uma câmera acoplada, capaz de identificar o que você vê. Como os óculos terão uma conexão 3G ou 4G, ele terá GPS e sensores de movimento. Além disso, você verá informações sobre os lugares que você visita automaticamente diante de seus olhos. Ao passear por pontos turísticos, por exemplo, você poderá ler sobre a história do local, ou ver dicas de outras pessoas que já passaram por lá.

O invento do Google deverá custar entre 450 e 600 dólares, o preço aproximado de um smartphone. E de acordo com a empresa, o óculos deverá ser usado de forma ocasional e não continuamente. Mas, será que esse novo invento, possivelmente revolucionário, do Google vai pegar? Para o futurólogo Michell Zappa (aparentemente, não é parente do Frank), o público-alvo imediato dos óculos serão os aficionados por tecnologia, o mesmo tipo de pessoa que faz fila fora das lojas da Apple quando um novo iPhone é lançado. “Mas acredito que os óculos serão uma extensão dos aparelhos Android, e eles não tem fãs tão apaixonados”, conta.

Ainda de acordo com Zappa, a grande maioria das mudanças tecnológicas que afetaram a sociedade aconteceu em forma de evolução e não de revolução. Por exemplo, todo o meio de comunicação, em seu início, usava a linguagem da tecnologia que o antecedeu. Em seus primeiros anos, a TV tinha a programação do rádio, a web reproduzia o conteúdo de jornais e, mais recentemente, no iPad prevalecem as revistas digitais – as novas possibilidades ainda foram pouco exploradas. 

Como tecnologia específica, é possível analisar o multi-touch. As primeiras telas sensíveis ao toque foram construídas, acredite ou não, na década de 1960 pela IBM e, desde então, apareceram em alguns computadores ou outras máquinas. Ou seja, ela não era uma novidade quando o primeiro iPhone foi lançado, em 2007. Mesmo assim, sua popularização só aconteceu aos poucos, enquanto sua interface era adaptada ao público.

Foi nesse processo que aconteceu uma revolução comportamental. Essa interface possibilitou o desenvolvimento dos apps que, hoje, são parte essencial dos nossos smartphones. Será, então, que é este é o momento da popularização da realidade aumentada, através dos óculos do Google? “Não sei se esse lançamento vai quebrar com tantos paradigmas que existem no  mercado agora. Espero que os óculos sejam realmente úteis, mas, historicamente, vemos que o lançamento de produtos inovadores é sempre por evolução e não uma revolução”, conclui Zappa. 

E como funciona a realidade aumentada?

Três componentes básicos são necessários para a existência da Realidade Aumentada:

1. Objeto real com algum tipo de marca de referência, que possibilite a interpretação e criação do objeto virtual;

2. Câmera ou dispositivo capaz de transmitir a imagem do objeto real;

3. Software capaz de interpretar o sinal transmitido pela câmera ou dispositivo.

O processo de formação do objeto virtual é o seguinte:

Coloca-se o objeto real em frente à câmera, para que ela capte a imagem e transmita ao equipamento que fará a interpretação. A câmera “enxerga” o objeto e manda as imagens, em tempo real, para o software que gerará o objeto virtual. O software já estará programado para retornar determinado objeto virtual, dependendo do objeto real que for mostrado à câmera. O dispositivo de saída (que pode ser uma televisão ou monitor de computador) exibe o objeto virtual em sobreposição ao real, como se ambos fossem uma coisa só.

Assista ao vídeo exemplificando:

Como surgiu?

Resumidamente, a Realidade Aumentada teve sua origem em algo muito simples: etiquetas. Os códigos de barras não estavam mais cumprindo com perfeição a tarefa de carregar todas as informações que se queria obter através de sua leitura. Por isso, foram criados os QR COdes, ou códigos 2D (duas dimensões), que permitiam o armazenamento de muito mais informação do que os códigos de barras.

Os códigos bidimensionais são justamente os responsáveis pela possibilidade de projetar objetos virtuais em uma filmagem do mundo real, melhorando as informações exibidas, expandindo as fronteiras da interatividade e até possibilitando que novas tecnologias sejam utilizadas, bem como as atuais se tornem mais precisas. A Realidade Aumentada é utilizada combinando-se um código de duas dimensões com um programa de computador.

Para ilustrar melhor, criei um QR Code totalmente funcional (eu acho), teste e me avise…

qrcode

 

Via: Galileu e Tecmundo

By: Luca Lobo


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