Monty Python volta aos palcos depois de 30 anos

22 11 2013
A partir da esquerda, Michael Palin, Eric Idle, Terry Jones, Terry Gilliam e John Cleese, do Monty Python, posam durante coletiva nesta quinta-feira (21)

A partir da esquerda, Michael Palin, Eric Idle, Terry Jones, Terry Gilliam e John Cleese, do Monty Python, posam durante coletiva nesta quinta-feira (21)

Os humoristas do grupo britânico Monty Python, precursor da comédia do absurdo, irão se reunir para um espetáculo, o primeiro em 30 anos, em 1º de julho de 2014 na O2 Arena de Londres.

Trinta anos após o filme “O sentido da vida” (1983), último trabalho com os seis integrantes do grupo, os cinco remanescentes da formação original convocaram uma coletiva de imprensa para esta quinta-feira (21) em Londres para anunciar o retorno.

Estiveram presentes – John Cleese, Eric Idle, Terry Gilliam, Michael Palin e Terry Jones. Apenas Graham Chapman, morto em 1989 em decorrência de um câncer na garganta, não fará parte da festa.

Eric Idle, que dirigirá o espetáculo, advertiu que o público pode esperar “humour, música e uma pequena dose de sexo à moda antiga”. Os ingressos para “Monty Python Live (mostly)” serão colocados à venda na segunda-feira 25 de novembro às 8h (horário de Brasília).

Questionado sobre os preços, John Cleese respondeu que os ingressos custarão pouco, de 26 a 95 libras (de R$ 95 a R$ 347), “até 300 libras menos do que os Stones”. Ele indicou que não haverá novidades.

“As pessoas querem ver nossos antigos sucessos, mas nós não queremos executá-los de maneira previsível.” Perguntado sobre o motivo do retorno, Terry Jones respondeu que gostaria de ver “se eles continuam engraçados”. Nesta terça, Terry Jones já havia anunciado à BBC: “Nós estamos nos reunindo e criando um show – é real”.

Este anúncio causou grande agitação na Grã-Bretanha, com os fãs relembrando seus episódios favoritos da série televisita inovadora “Monty Python’s Flying Circus”, que ficou no ar entre 1969 e 1974 e conquistou todo o mundo.

Para compreender a natureza de seu humor, por excelência britânico, basta olhar para os diferentes nomes cogitados antes da escolha de “Monty Python”: “O momento em que a coruja se estende”, “O momento da elevação do sapo” ou ainda “A crítica da vaselina”.

Uma de suas esquetes mais famosas, chamada “Papagaio morto”, traz um homem (John Cleese) indo a uma loja de animais reclamar que o papagaio que comprou está morto, enquanto o dono da loja (Michael Palin) tenta provar que o papagaio está apenas dormindo. Segue cinco minutos de uma verdadeira disputa verbal hilariante e absurda. John Cleese repetiu suas frases durante o funeral do amigo Graham Chapman.

Os filmes “Monty Python e o cálice sagrado” (1975) e “A vida de Brian” (1979) também marcaram os espíritos e fizeram os grupos religiosos estremecerem. Em “A vida de Brian”, Graham Chapman interpretada um homem que é confundido com Jesus. Uma sátira que foi um enorme sucesso com o público.

Atualmente, com todos na casa dos 70 anos, os Pythons aproveitam, sem dúvida, uma onda de nostalgia. “Eu estou bastante animado. Espero que renda bastante dinheiro. Eu espero que consiga pagar minha hipoteca!”, declarou Terry Jones. Tirada de humor ou um minuto de sinceridade

John Cleese batizou, por sua vez, o retorno de “A turnê da pensão alimentícia”, garantindo precisar de dinheiro para pagar o recente divórcio. Independentemente das motivações, as expectativas são enormes. Os integrantes, que já foram chamados de “os Beatles da comédia” pela imprensa britânica se conheceram nas famosas universidades de Cambridge e Oxford.

Eles começaram separados as respectivas carreiras na TV, antes da formação do grupo que fez história. O humor do grupo fez escola e ultrapassou as fronteiras. Após a dissolução do grupo, cada um partiu para a carreira solo.

Terry Gillian, de 72 anos, o único americano da trupe, fez sucesso dirigindo filmes como “Brazil” e “Os 12 macacos”, entre outros. John Cleese, 74, interpretou em várias ocasiões o Mister Q, da franquia James Bond, e escreveu e atuou em filmes como “Um peixe chamado Vanda”.

Já Eric Idle, 70, escreveu por sua vez a comédia musical “Spamalot”, paródia da lenda do Rei Arthur inspirada em “O cálice sagrado”. Terry Jones, 71, se tornou historiador e apresentador de TV. Ao mesmo tempo, Michael Palin, 70, fez grande sucesso com seus documentários de viagem.

Fonte: G1

By: Kappa Luca


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