Esfera de metal cai do céu em Anapurus, Maranhão

24 02 2012

A esfera misteriosa

A suposta queda do espaço de uma esfera de metal com cerca de 30 kg assustou moradores da cidade de Anapurus, no interior do Maranhão. Alguns falaram em invasão alienígena e até em indícios do fim do mundo, mas o mais provável é que se trate de lixo espacial.

O objeto caiu próximo a casas no município, que tem cerca de 13 mil habitantes, na manhã da última quarta-feira. Segundo moradores,antes de cair, a bola ainda teria atingido-e destruído- um cajueiro em uma fazenda.

O comandante da Polícia Militar do município determinou que o misterioso objeto fosse levado à delegacia para averiguações.

O caso fez sucesso em vários blogs do Maranhão e levou uma legião de curiosos à pequena cidade para ver a “bola” misteriosa.

Por meio de sua assessoria, a Aeronáutica afirmou que pretende ir até o local do incidente e recolher o material para estudo.

O astrofísico da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) Gustavo Rojas acredita que a esfera metálica seja parte de um foguete Ariane 4, usado para o lançamento de cargas pesadas, pela ESA (Agência Espacial Europeia).

Ele consultou a base de dados do Centro de Estudos de Reentrada de Lixo Orbital e verificou que o objeto estava para cair em um local e área compatíveis.

Rojas comunicou a reentrada ao centro, que já entrou em contato com a agência europeia. O grupo agora pede mais informações, como o horário exato e a latitude e longitude da queda.

“O procedimento correto é chamar as autoridades locais e consultar um especialista para identificar o objeto. É importante fornecer os dados precisos da reentrada porque isso ajuda a previsão de futuras quedas de lixo espacial.”

O lixo espacial é um problema crescente e há milhares de fragmentos orbitando a Terra. Muitos deles são destruídos na reentrada, mas alguns resistem e podem oferecer riscos. Até agora, no entanto, não houve vítimas fatais em acidentes.

By: Luca Lobo

 





NASA diz que planetas parecidos com a Terra podem ser encontrados ainda em 2010

10 01 2010

Um oficial de elite da Nasa e outros cientistas da agência espacial norte-americana afirmam que em quatro ou cinco anos devem descobrir o primeiro planeta parecido com a Terra onde a vida poderia se desenvolver – ou talvez já tenha se desenvolvido. Um planeta com o tamanho próximo do da Terra poderia até mesmo ser encontrado este ano se as informações preliminares de um novo telescópio espacial se confirmarem.

Na conferência anual da Sociedade Americana de Astronomia, esta semana, cada descoberta envolvendo os chamados “exoplanetas” – aqueles fora do sistema solar – apontaram para a mesma conclusão: planetas parecidos com a Terra provavelmente são fartos de vida, apesar de um universo violento de explosões estelares, buracos negros em atividade e galáxias em colisão.

Encontraremos vida fora da Terra em 2010?

O novo telescópio da Nasa e diversos novos estudos do repentinamente quente e competitivo campo de exoplanetas geraram um burburinho considerável na convenção. Cientistas estão falando sobre “um lugar incrivelmente especial na história” e mais próximo de responder à questão que vem perturbando a humanidade desde o início da civilização.

“A pergunta é: estamos sozinhos? Pela primeira vez, há um otimismo de que em algum momento nas nossas vidas nós vamos chegar a uma conclusão”, afirmou Simon “Pete” Worden, astrônomo que encabeça o Ames Research Center, da Nasa. “Se eu fosse um homem de apostas, que eu sou, apostaria que não estamos sozinhos – há muita vida lá fora.”

By: Luca Lobo





Como seria a vida em cada planeta do Sistema Solar?

27 08 2009

Como deveriam ser os Extraterrestres para sobreviver em cada um dos planetas do Sistema Solar? Veja este exelente artigo retirado da revista Super Interessante Nº234. O artigo é meio velho, de 2006, mas é muito interessante mesmo, ainda mais pois contém ilustrações ótimas! Confira o artigo:

Mercúrio

Para resistir ao calor e frio extremos – de noite, faz um frio muito grande, de cerca de 90 Kelvin no planetinha – o nosso mercuriano teria de se esconder nas crateras dos pólos. O problema é que, sem poder aproveitar a luz solar e com uma atmosfera muito rarefeita para respirar, ele teria pouquíssima energia a seu dispor. Por isso, seria um organismo pequeno e simples, provavelmente um ser unicelular, feito de moléculas formadas de silício – substância muito comum na areia que cobre o solo do planeta.

Vênus

Nesse planeta, a temperatura média é de 480 graus Celsius. Por isso, o venusiano seria uma espécie de tatu que passaria a maior parte do tempo enterrado para se proteger do calor. Como a água só poderia ser obtida no subsolo, ele precisaria de garras para cavar e para se prender às rochas e não ser levado pelos ventos fortes que sopram por lá. As células desse bicho seriam construídas com nutrientes retirados do solo. Devido à grande concentração de enxofre, o ET federia como um ovo podre.

Marte

Para resistir à temperatura média de 60 graus negativos, o marciano teria escamas protetoras. Em suas veias correria álcool, que congela a uma temperatura mais baixa que a água. Para completar, uma membrana protegeria seus olhos das tempestades de areia. Como em Marte há gás carbônico na atmosfera e água no subsolo, o planeta poderia sustentar plantas. E o bicho seria herbívoro. Por fim, suas longas pernas o ajudariam a saltar – um meio eficiente de se locomover na baixa gravidade.

Saturno

A temperatura média de 180 graus negativos e os ventos inclementes assolam esse planeta. Imaginamos dois saturnianos: um grupo viveria nos pólos, onde os ventos são mais brandos. Suas grandes asas funcionariam como velas para propulsão e captadores de energia solar. O outro viveria no equador, onde há mais energia – e muito vento. As asas seriam menores. Sem a superfície necessária para captar energia, eles precisariam da ajuda de bactérias para fazer as reações químicas e obter energia.

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Júpiter

Para poder voar, seu corpo teria a forma de medusa e seria oco. Os ventos entrariam pela abertura da parte inferior e inflariam o “balão”. Os imensos poros funcionariam como bocas por onde o jupiteriano absorveria os gases nutritivos da atmosfera, que seriam então distribuídos pelo organismo por meio de uma rede de canais. Para controlar a velocidade, ele contrairia o corpo como um fole. O movimento espremeria os canais internos, que devolveriam gases tóxicos ao ambiente.

Urano

Como há pouca energia, só organismos simples, como fungos, sobreviveriam. Esse planeta gira com os pólos voltados para o Sol. E a cada 80 anos, essas regiões mergulham em um inverno escuro por 20 anos. Os uranianos teriam de aproveitar os ventos para se mudar dos pólos para o equador e vice-versa, atrás do sol. Os ETs absorveriam moléculas orgânicas da atmosfera pela pele porosa. A luz provocaria reações que transformariam essas moléculas em outras, gerando calor.

Netuno

A quase 5 bilhões de quilômetros do Sol, pouquíssima energia chega até ali. Os netunianos poderiam ser fungos semelhantes aos de Urano. Devido ao frio, de até 150 graus negativos, protegeriam as células com uma substância anticongelante. Sacudidos pelos ventos, soltariam esporos (células reprodutoras) que se espalhariam em todas as direções. Germinariam nas camadas mais densas das nuvens, nutridos pelo material orgânico que há ali. Pelas hastes ocas, o ET absorveria nutrientes.

Plutão

A temperatura de 200 graus negativos não oferece nenhum atrativo para a vida. Mas e estas estruturas cristalinas? Talvez sejam vírus congelados. O astrônomo Fred Hoyle acha que o núcleo dos cometas é carregado desses microorganismos. Como Plutão tem tudo para ser um cometa adormecido, poderia haver uma colônia por lá. Essa criatura não come, não respira nem produz nada. É só um código genético dentro de uma proteína, esperando uma célula para invadir e se replicar.

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Fonte: Revista Super Interessante Nº234 Dezembro 2006