Neurônios hackeados

28 03 2012

Loco

Pesquisadores do Instituto Scripps conseguiram “hackear” o cérebro de ratos, induzindo-os a formar memórias híbridas sintéticas – lembranças que combinavam experiências reais com outros contextos.

Para isso, os cientistas modificaram geneticamente alguns animais para que eles possuíssem neurônios que pudessem ser ativados, controlados e monitorados. Os bichinhos, então, foram condicionados a ter medo de uma gaiola específica: cada vez que eles entravam nela, levavam choques. E, quando os ratos estavam em outra gaiola, eles recebiam um químico que ativava a mesma parte que estimulava o medo nos animais, como se eles realmente estivessem assustados.
Os ratos, então, passaram a se comportar como se tivessem formado uma memória misturada da gaiola que dava choques e da outra gaiola, agindo de forma assustada nas duas. Isso significa que a lembrança do medo foi transferida sinteticamente para a outra gaiola, que não dava choques, misturando as duas experiências. Para eles, apenas uma gaiola passou a existir.

Parece macabro? Talvez para os bichinhos, mas a intenção dos pesquisadores, supostamente, é boa. Ao controlar a memória dos animais eles esperam encontrar um caminho que indique como manipular a mente de pacientes com esquizofrenia e estresse pós-traumático.

Via: Galileu

By: Luca Lobo

 

 





Golfinho usa iPad para se comunicar

2 06 2010

Golfinhos são inteligentes....demais...

Merlin, um golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) de 2 anos de idade, tornou-se o primeiro de sua espécie a usar um iPad para se comunicar, afirma o especialista em cetáceos Jack Kassewitz, do projeto SpeakDolphin.

O objetivo do pesquisador é desenvolver uma interface de linguagem entre o mamífero marinho e os humanos. O uso do iPad, explica Kassewitz, é parte do esforço para identificar uma tecnologia que o cetáceo possa ativar com o bico: “Uma vez que os golfinhos desenvolvam a habilidade de usar o touchscreen, podemos deixá-los escolher a partir de uma variedade de símbolos representativos de objetos, ações e até mesmo sentimentos.” “Merlin é muito curioso, como a maioria dos golfinhos, e demonstrou total interesse em examinar o iPad”, afirma Kassewitz. Por enquanto, os pesquisadores estão habituando Merlin à tela mostrando objetos reais, como uma bola, um cubo ou um pato de borracha, e depois pedindo que ele toque fotos desses objetos na tela do iPad. “Isso é uma tarefa fácil para um golfinho, mas é uma etapa necessária em direção ao nosso objetivo, que é uma completa interface de linguagem entre humanos e golfinhos”, diz Kassewitz.

By: Luca Lobo