Curiosidades sobre Saturno

23 02 2010

– Os anéis de Saturno são formados por uma miríade de cristais de gelo e rocha, pequenos como grãos de arroz ou grandes como uma casa. Toda a estrutura tem cerca de 275 mil quilômetros de largura, mas não ultrapassa 1 km de espessura.

– O brilho dos anéis é devido ao reflexo da luz nos cristais de gelo. Sua estabilidade é garantida, em parte, pelos satélites pastores, que desempenham complexas relações de equilíbrio. Mimas, por exemplo, é responsável pela falta de matéria na divisão de Cassini, e Pan, pela divisão de Encke.

– A origem dos anéis não está plenamente esclarecida: caso tenham sido formados junto ao planeta não é um sistema estável e o material precisará ser reposto periodicamente, ou desaparecerão um dia.

– No volume ocupado por Saturno cabem 760 Terras com folga. Porém sua massa é apenas 95 vezes maior que a terrestre, o que resulta numa densidade menor que a da água. Resultado: se fosse possível colocar o planeta numa enorme piscina ele flutuaria!

– A baixa densidade também pode ser confirmada por outra característica notável de Saturno: ele é o planeta mais achatado de todo o Sistema Solar. O diâmetro polar é 10% menor que o equatorial. O mesmo fenômeno ocorre em Júpiter, mas a diferença é de 6%.

– Enquanto se passa um ano em Saturno, na Terra você envelheceu quase 30 anos. O planeta fica, em média,  9,5 vezes mais longe do Sol do que a Terra, por isso recebe quase 100 vezes menos luz e calor que a Terra.

– Durante alguns anos acreditou-se que Titã seria a maior lua de Saturno e também de todo o Sistema Solar. Essa hipótese foi baseada em medidas feitas por telescópios na Terra, considerando a densa atmosfera de Titã. Coube à

Lindo não?

Voyager 1 devolver o título de maior satélite para Ganimedes, de Júpiter.

– Na mitologia grega,  Saturno é Cronos, titã do tempo. A escolha deveu-se ao fato dos povos antigos já terem percebido que a trajetória de Saturno no céu levava mais tempo que a dos outros quatro planetas visíveis a olho nu, incluindo Júpiter, filho de Saturno.

– Cerca de 50% de seu raio é ocupado por hidrogênio metálico líquido, que só existe sob pressões milhões de vezes superior à pressão ao nível do mar. Acima desta camada, um invólucro de hidrogênio molecular e hélio estende-se até os limites visíveis da atmosfera de Saturno.

– Em Saturno, os ventos que sopram na direção leste são muito mais rápidos que o mais poderoso furacão da Terra, movendo-se com até 70% da velocidade do som. Em nosso planeta, a proximidade com o Sol é a fonte de calor necessária à circulação dos ventos.

– No caso de Saturno, há uma fonte interna de calor, o que também explica porque emite o dobro da radiação infravermelha que recebe do Sol. Provavelmente conseqüência da compressão do hélio nas regiões centrais da atmosfera.

By: Luca Lobo





Curiosidades sobre Marte

20 02 2010

– Os povos antigos viam somente um único astro capaz de rivalizar com o brilho avermelhado de Marte. Era uma estrela brilhante da constelação do Escorpião, que ficou conhecida como Antares, ou anti-ares.

– Apesar do clima atual, Marte já foi temperado, e existem muitas evidências da ação erosiva da água, que no passado deveria preencher os atuais leitos secos de rios, formando também lagos e talvez pequenos mares.

– A estrutura mais espetacular em todo o planeta é, sem dúvida, o Monte Olimpo, a montanha mais alta de todo o Sistema Solar, erguendo-se 27 km acima das planícies à sua volta. Trata-se de um vulcão extinto com uma base quase circular de 600 km de diâmetro.

– Marte possui dois pequenos satélites, Phobos e Deimos, cujos nomes significam, respectivamente, medo e terror.

O Planeta Vermelho

Segundo a mitologia, as criaturas que acompanhavam Marte em suas batalhas. Eles foram descobertos em 1877 e têm formas irregulares, percorrendo órbitas quase circulares ao redor de Marte, mostrando sempre a mesma face para o planeta, como a Lua. (Phobos e Deimos também é o nome de um blog super legal na internet).

– Phobos e Deimos têm origem desconhecida. As notáveis diferenças de composição em relação a Marte tornam improvável uma formação contemporânea. E a hipótese de que seriam asteróides capturados também esbarra em sérias dificuldades.

– Não é nada fácil chegar em Marte. Das quase quarenta missões já enviadas ao planeta, pouco mais de um terço atingiu plenamente seu objetivo. A primeira foi a Mariner 9, em 1971, e a mais recente está neste momento explorando a superfície marciana: a sonda Phoenix.

– Por outro lado, nunca foram enviadas tantas sondas de exploração para um só lugar do Sistema Solar quanto para Marte. E não basta alcançá-lo. Queremos pousar e investigar a superfície. O aumento da complexidade leva a um inevitável maior risco de insucesso.

– As rochas marcianas são mais ricas em ferro e magnésio que as terrestres, mas pobres em potássio e alumínio. Sua típica coloração avermelhada se origina de óxidos de ferro, como a hematita, presentes em sua superfície.

– Marte tem uma fina camada atmosférica composta principalmente por dióxido de carbono, e também alguns traços de nitrogênio, argônio, oxigênio e vapor de água. A baixa densidade permite que a superfície de Marte seja continuamente bombardeada por radiações solares, que não são absorvidas.

By: Luca Lobo





Curiosidades sobre Vênus

19 02 2010

– Vênus realiza uma volta em torno de seu próprio eixo num período maior que o necessário para completar uma volta em torno do Sol. Pense bem acerca dessa afirmação: isso significa que um dia em Vênus é maior que um ano.

O Melhor planeta para se pegar um bronze…

– A rotação de Vênus se dá no sentido oposto à maioria dos outros planetas. Assim, em Vênus o Sol surge do Oeste e se põe no Leste.

– Porém, a velocidade de rotação é muito lenta. Do nascer ao pôr-do-sol são quase 116 dias terrestres. Por outro lado, enquanto a nossa atmosfera leva cerca de 24 horas para dar a volta no planeta, acompanhando a rotação, em Vênus bastam 4 dias terrestres, contra os 243 de sua rotação completa. É a super-rotação da atmosfera, provocando ventos de altíssima velocidade.

– Vênus reflete 2/3 da luz que recebe do Sol, um esplendor que lhe valeu o apelido deestrela-d’Alva. Povos antigos imaginavam tratar-se de dois astros: Lúcifer, a estrela da manhã, e Vésper, a estrela da tarde. Em latim, Lúcifer significa “o que leva a luz” e apenas na tradução cristã ele é associado ao mal. Mas afinal Lúcifer talvez fosse um nome mais apropriado para o planeta Vênus, um mundo mais próximo de uma visão do inferno que da personificação do amor.

– A densa atmosfera de Vênus contribui para uma luminosidade escassa na superfície (como um dia nublado na Terra). Mas a densidade não é homogênea e produz refrações múltiplas, originando várias imagens de um mesmo objeto: do solo de Vênus é possível ver dois ou três sóis.

– A superfície de Vênus foi inteiramente mapeada por radar, revelando duas regiões que poderiam ser chamadas de continentes, pois estão acima do nível médio do terreno. Numa região chamada Terra de Ishtar (que significa Vênus para Assírios e Babilônios) ficam os Montes Maxwell, com 11.000 m, e na Terra de Afrodite, maior que o continente africano, há imensos cânions com até 280 km de largura.

– É provável que tenham existido oceanos em Vênus num passado remoto. A fúria de um Sol ainda jovem fez evaporar esses mares e expôs as rochas então submersas, liberando dióxido de carbono e dando início a um contínuo processo de aquecimento. Toda a água da superfície acabou desaparecendo.

– Vênus não possui placas tectônicas, apenas uma crosta sólida e maciça, isso exerce uma grande pressão sobre o manto de magma derretido, que quando escapa, gera uma explosão absurda.

 

 

 

Concepção artística da suposta lua de Vênus, Neith

 

– Em 1672, Giovanni Cassini observou um objeto que ele acreditou ser uma lua de Vênus, mas não relatou essa observação. Em 1686 ele viu novamente esse objeto e o apresentou como a tal lua. O objeto nunca teve a existência comprovada, mas muitas observações já foram feitas, inclusive quando foi observado um pequeno pontinho seguindo Vênus em sua travessia na frente do Sol (que pode ser observada daqui da Terra). Existem várias teorias para explicar esse objeto como um planetóide, um meteoro ou até uma ilusão de ótica causada por uma estrela qualquer, mas ninguém tem certeza.

By: Luca Lobo





Considerado o envio de Astronautas à “buracos gravitacionais”

12 09 2009

Resumo

Quem não estiver a fim de ver o post inteiro, veja este resumo: Os astronômos estão estudando a possibilidade do envio de astronautas e satélites para pontos de Lagrange, que sõa pontos onde a gravidade de dois astros se anulam. Estes pontos existem entre a Terra e o Sol, Terra e a Lua, entre dois planetas, entre qualquer planeta e alguma de seu satélite natural, etc. Nesse ponto sem nenhuma força gravitacional, estações podem ser posicionadas de forma que o gasto de combustível será praticamente nulo. Também é estudada a utilização de Rodovias espaciais, que se trata da formação de rotas entre diversos pontos de Lagrange, de forma que naves poderam trafegar pelo sistema Solar com baixo consumo de combustível e mais rapidamente.

Pontos de Lagrange envolvendo a Terra

Pontos de Lagrange envolvendo a Terra

Matéria completa

Apesar de Marte, da Lua e asteroides serem os lugares que todos costumam a estimar mais,  as próximas etapas da exploração humana do espaço continuam como uma incógnita. Tudo começou quando o presidente Barack Obama encomendou uma revisão dos planos da NASA – E o rumo da exploração espacial depende muito das decisões dos EUA perante seus investimentos.

Porém, uma viagem tripulada à Marte ainda é algo não muito próximo, uma vez que robôs ainda têm muito que examinar por lá, e a tecnologia humana ainda tem que achar um jeito de armazenar mantimêntos sulficientes para manter uma tripulação que poderá ir pra Marte.

Buraco gravitacional

Ilustração do ponto de Lagrange L2, que fica 4 vezes mais distante da Terra que a Lua

Ilustração do ponto de Lagrange L2, que fica 4 vezes mais distante da Terra que a Lua

A comissão da Casa Branca responsável pelo estudo dessas alternativas está considerando mais uma possibilidade: mandar astronautas para um “buraco gravitacional,” um lugar absolutamente vazio, onde não existe nenhum corpo celeste onde se possa pousar, e uma força de gravidade absolutamente nula e que fica quatro vezes mais distante do que a Lua, a mais de 1 milhão de quilômetros da Terra.

Primeira vista, pode parecer meio sem sentido. Porém, esse buraco gravitacional é chamado Ponto de Lagrange, um ponto no espaço onde a aceleração da gravidade da Terra e do Sol são exatamente iguais. Uma vez que a lei da Física Inércia, diz que um corpo tende a ficar estacionado a não ser que uma força atue sobre ele (no caso, a gravidade), e se esse corpo estiver em movimento retilíneo uniforme, ele continuará executando o mesmo movimento até que uma força o desvie. Logo, os objetos nesse ponto podem permanecer lá indefinidamente com um gasto quase nulo de combustível.

Super Rodovia espacial

Ilustração artística de uma Super Rodovia Espacial

Os pontos de Lagrange não são exclusividade da Terra e do Sol. Eles existem em qualquer lugar onde a gravidade é nula, devido ao equilíbrio da força gravitacional de dois astros. Assim, existem pontos de Lagrange entre a Terra e a Lua, entre os planetas e o Sol, entre dois planetas vizinhos, entre um planetas e suas luas, etc.

Teoricamente, uma nave poderia se movimentar pelo Sistema Solar mais rapidamente, e com pouco consumo de combustível, se usasse as rotas entre os diversos pontos de Lagrange, criando uma espécie de Super Rodovia Interplanetária.

Muitos dos satélite novos, que ainda estão em construção, serão lançados em diversos pontos de Lagrange, principalmente o L2. Neste ponto já está instalado desde 2001 o satélite de WMAP. Astrônomos também consideram o envio de astronautas para esses pontos como um treinamento para missões interplanetárias.





Curiosidades Astronômicas

28 08 2009

Curiosidade sobre o corpo humano no espaço:

– A Falta de uso das pernas deixam seus músculos semelhantes a pudins. Astronautas precisam usar bicicletas ergométricas.

– A coluna vertebral aumenta de 2 a 4 cm pela diminuíção do peso.

Sobre planetas:

– Planetas não podem crescer infinitamente. A massa de Júpiter já é gigante (317 vezes a da Terra), se Jupiter fosse ainda mais massivo do que já é, a gigantesca

Júpiter, a quase estrela

Júpiter, a quase estrela

pressão exercida no interior do planeta começaria a ser sulficiente para esmagar átomos, iniciando uma reação termonuclear que o transformaria em uma estrela.

– Nem todo céu é azul. O céu da Terra é azul porque as moléculas de nitrogênio e oxigênio, que formam a maior parte do ar de nosso mundo, filtram o componente azul da luz solar; já em Marte, o céu é laranja-rosado; em Urano, verde; em Vênus, amarelo-laranja; em Júpiter, preto sem estrelas; em Plutão, preto com estrelas.

– A Lua que vemos é a de poucos segundos atrás – tempo que a luz demora para percorrer a distância entre ela e nós; Vênus está a mais de 2 minutos; o Sol cerca de 8 minutos; Netuno, a 4 horas; e a estrela mais próxima – Alfa de Centauro – a 4 anos e 3 meses.

Meteoros e Asteróides:

– A Terra possui um vizinho estranho e errático: o planetóide Toro, observado oficialmente em 1964; em sua órbita ele faz cinco voltas entre Vênus e a Terra e depois uma volta em torno da Terra; na opinião de alguns astrônomos, um alinhamento dos planetas poderia alterar sua órbita e fazê-lo chocar-se com Vênus ou com a Terra.

Ceres, ainda não determinado se é um asteróide ou um planeta anão.

– Estima-se que para que um astro assuma a forma esférica , deve ter pelomenos 1000 km de diâmetro.  Ceres, o maior asteróide do cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter, tem 760 quilômetros de diametro. Se tivesse os 1000Km deixaria de se um grande asteróide e passaria a ser um pequeno planeta.

– Em março de 1989, um asteróide de 815 metros de diâmetro (mais tarde batizado de 1989 FC) passou “raspando” a Terra, a uma distância apenas duas vezes maior da que a separa da Lua; se caísse no mar, o resultado seriam ondas de 100 metros de altura que engoliriam as regiões costeiras; se caísse em terra firme, a crosta do planeta se fenderia, provocando terremotos e erupções vulcânicas; milhões de toneladas de sólidos seriam arremessadas ao espaço, e reentrariam na atmosfera provocando chuvas de fogo; além disso, o barulho da queda de um asteróide é tão forte que mata todas as criaturas no raio de ação da onda de choque; a vibração pulveriza os ossos e cozinha instantaneamente a carne, como um imenso forno de microondas (o impacto de um asteróide de 2,5 quilômetros de diâmetro – que atinge a Terra, em média, a cada milhão de anos – produz uma explosão equivalente a um trilhão de toneladas de dinamite.

– Meteoros e meteoritos aumentam a massa da Terra em dezenas de milhares de toneladas todos os anos; e os raios atingem o planeta cerca de 200 vezes por segundo.

Sobre Estrelas

-A estrela Antares é tão grande que, se estivesse na posição do Sol, sua esfera açambarcaria às órbitas de mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

Supernova

Supernova

– Se por um acaso uma das 300 estrelas que estão no espaço contido dentro de 35 anos-luz do Sol explodisse (supernova), só o saberíamos muitos anos depois, porém de forma espetacular: em questão de horas, ela se tornaria um objeto mais brilhante que o Sol, de uma luz-branca, cegante como um arco de solda elétrica; durante a “noite” haveria um “dia” azulado, irreal, as pessoas assumindo uma cor cadavérica; a tremenda radiação em breve oxidaria o nitrogênio da atmosfera; os óxidos daí resultantes consumiriam todo o ozônio da atmosfera, que nos protege da radiação ultravioleta; a essa altura, metade da população já estaria cegada; em questão de meses, toda a vida desapareceria da superfície terrestre e só restariam os vermes dos abismos marinhos para começar tudo de novo.

(Fiquei com MUITO medo dessa última curiosidade)

Veja mais curiosidades no seguinte endereço:

http://www.fortunecity.com/tatooine/servalan/272/curio.htm





HELLO FROM EARTH

23 08 2009

O HELLO FROM EARTH é um projeto que visa enviar mensagens da Terra para o planeta rochoso mais perto de nós e fora do sistema solar, o Gliese 581 (que também é um planeta que é propício para vida).

Consepção artística do planeta Gliese 581d e de sua estrela Gliese 581

Consepção artística do planeta Gliese 581d e de sua estrela Gliese 581

Gliese 581 órbita a estrela anã vermelha Gliese 581 da constelação de Libra, localizado a 20,5 anos-luz da Terra. O seu planeta vizinho, Gliese 581 c também habita uma zona muito propícia à vida.

Voltando a falar do projeto. Qualquer um pode enviar sua mensagem. O site é esse: http://www.hellofromearth.net/

Porém seja rápido em gravar sua mensagem, o prazo acaba amanhã!

Zona habitável relativa à proporção da estrela.

Zona habitável relativa à proporção da estrela.