O Mistério da Vida e do Infinito – Hipótese de Gaia

7 09 2009

Lembrando como havia dito no último post, irei fazer uma série de posts especiais, dedicados a falar sobre o que dizem teorias científicas e religiões sobre a vida.

A matéria de hoje será sobre a hipótese de Gaia, também conhecida como hipótese biogeoquímica.

A hipótese Gaia foi criada em 1969 pelo investigador britânico James E. Lovelock, com o nome de hipótese de resposta da Terra, e foi renomeada pela sugestão de seu colega, William Golding, como Hipótese de Gaia, em referência a Deusa grega suprema da Terra, Gaia.

A hipótese de Gaia se trata de uma controversa em ecologia profunda que propõe que a biosfera e os componenetes físicos da Terra (atmosfera, criosfera, hidrosfera e litosfera) são intimamente integrados de modo a formar um complexo sistema interagente que mantêm as condições climáticas e biogeoquímicas preferivelmente em homeostase. Isso segundo a Wikipedia, mas pode ser explicada duma forma mais simples.

James Lovelock, criador da tese.

James Lovelock, criador da tese.

Essa hipótese sugere que todos os organismos vivos estão ligados entre si e entre o ambiente, ou seja, dizendo sutilmente que a Terra é um organismo vivo.

Essa teoria é algo bastante curioso, pois levanta todo uma nova idéia de como pode ter surgido a vida, e se aprofundando um pouco mais, poderia ser um indício de que os seres vivos são formados de uma energia vital que transita pelo meio das estruturas orgânicas.

Gostaria de ressaltar que essa hipótese não é algo provado, eu pessoalmente não acredito nela (não disse que duvido, apenas não acredito), porém é algo realmente intrigante, e vale a pena ser citado nesse especial.

A Deusa Gaia

A Deusa Gaia

Como surgiu

James Lovelock, junto com a

bióloga estadunidense Lynn Margulis analisaram pesquisas que comparavam a atmosfera da Terra com a de outros planetas, vindo a propor que é a vida da Terra que cria as condições para a sua própria sobrevivência, e não o contrário, como as teorias tradicionais sugerem. Segunda a hipótese, a Terra teria uma capacidade própria de controlar e manter as condições físicas e químicas propícias para ela através de mecanismos de retroalimentação. Assim, os fatores bióticos teriam o controle sobre os abióticos, proporcionando as condições ideais de sobrevivência para os seres vivos.

Relação Ser Humano – Gaia

As reações da Terra às ações humanas podem ser entendidas como um

a resposta auto-reguladora desse imenso organismo vivo, Gaia, que sente e reage organicamente os danos causados pelos seres Humanos. A emissão de gás carbônico, de clorofluorcarbonetos (CFCs), desmatamentos de biomas importantes como a floresta

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Amazônica, a concentração de renda, o consumismo causam sérios danos ao grande organismo vivo e aos outros seres vivos, inclusive ao ser humano. Por isso há aumento do efeito-estufa, a intensificação de fenômenos climáticos, o derretimento das calotas polares e da neve eterna das grandes montanhas, etc.

Apesar das dificuldades de explicar o que é a vida no mundo científico, essa teoria é uma nova forma de se entender o meio ambiente.

A Terra é uma interação entre o vivo e o não-vivo. A analogia da Sequóia esclarece muito: é uma espécie de árvores que chega até 115 metros de altura, e é composta por 97% de material não-vivo. Comparando-a com o planeta Terra, pode-se perceber que o planeta é composto por uma grande quantidade de material não-vivo e possui uma fina camada de vida (seres vivos). O grande corpo do planeta tem a capacidade de auto-regulação, fruto da interação dos seres vivos e não-vivos.

O jogo Sim Earth, da Maxis, criado em 1990, faz uma notável referância a essa teoria. Nesse jogo você deve desenvolver um planeta desde o zero, até o nascimento de uma forma de vida inteligente e além.

 

O jogo Sim Earth. Lembrando que ele é de 1990...

O jogo Sim Earth. Lembrando que ele é de 1990…

Bom, aqui termina a primeira (segunda, se você contar contar com a introdução feita ante-ontem). Espero que tenham gostado, e já vou avisando que não faço idéia sobre o que será a próxima edição.





O Mistério da Vida e do Infinito

5 09 2009

Quem Somos Nós

Quem somos nós? De onde viemos? Para onde vamos?

É difícil crer que exista alguma pessoa em todo o mundo que nunca haja feito essa pergunta para si própria, nem se por apenas um minuto.

Onde começa, e onde termina o “existente”? O existente é “infinito”?

É algo muito difícil de acreditar que exista um “fim”, um limite, um lugar onde você possa falar “acabou, não existe mais nada além disso, vamos voltar que não há mais nada pra se ver”.

Existe algo além do mundo orgânico, do universo material, algum lugar onde exista muito mais do que apenas aquilo que nossos olhos enxergam, que a ciência prova e explica, com precisão?

É impossível ter certeza sobre esse assunto. É algo que sempre alguém vai tentar explicar, mas nunca vai conseguir convencer todos. O certo é criar você próprio o que você vai acreditar, e não acreditar em alguma coisa só porque todos acreditam.

Em quem devemos acreditar? Na ciência? Na religião? Em nenhum dos dois? Ou nos dois?

A religião é algo simples, porém complexo. Já a ciência é algo complexo, porém simples. Mas como assim?

A religião é algo cuja teoria é extremamente simples, que poderíamos seguramente explicar tudo que acontece, em resumo, por Deus. Mas por que então, ela também é complexa? A religião abrange e explica absolutamente tudo, dá uma explicação exata de tudo que propõe. Mas ninguém pode provar que a religião é um caminho certo, pois ela simplesmente tira idéias do nada. Se o que alguma religião fosse provado, todas as nossas dúvidas teriam uma resposta, e o maior mistério da humanidade estaria acabado. Porém alguma religião ser provada é algo improvável.

A ciência ,por outro lado, é algo extremamente complexo, possuindo inúmeras fórmulas e procedimentos. A ciência tem uma explicação perfeitamente aceitável para tudo que ela diz, e se ela prova algo, aquilo é oficial, está certo e não há chances de estar errado, o máximo que pode acontecer é alguém futuramente detectar algum pequeno equívoco no que o cientista original propôs, porém a base continuará a mesma. Mas onde está o lado simples da ciência então?

A ciência só consegue explicar aquilo que vê. Não consegue dar absolutamente nenhuma resposta sobre o que há antes da vida, ou depois da vida, o que existia antes do Big Bang, e o que vai existir depois que o universo acabar. Se acabar. A ciência abrange uma área relativamente pequena do existente, apesar de por outro lado, conseguir provar tudo que abrange. É exatamente o contrário da religião.

Macacos também fazem reflexões.

Macacos também fazem reflexões.

Faça, se ainda não tiver feito, uma séria reflexão sobre essas perguntas.  Quem somos nós? De onde viemos? Para onde vamos? Onde começa, e onde termina o “existente”? O existente é “infinito”? Em quem devemos acreditar? Na ciência? Na religião? Em nenhum dos dois? Ou nos dois?

Você nessa sua reflexão passará por vários caminhos. Terá horas que você terá certeza que não existe um Deus. Terá horas que você não conseguirá explicar nada sem partir na tese que Deus existe. Terá momentos que você não conseguirá enxergar como é possível existir algo além da morte. Porém haverá horas que você acreditará plenamente que a vida é infinita, independente de como, em reencarnação, em um paraíso, ou numa mistura dos dois.

Você passará várias vezes pela questão “O universo é infinito?” ou “Existe algo além do mundo orgânico e material?”

Após a essa reflexão, caberá a você definir em o que você irá acreditar.

O objetivo de todas as civilizações do universo é se desenvolver, e expandir seu conhecimento e domínio pelo universo.

O objetivo do Universo é responder à seguinte pergunta:

Quem Somos Nós

E acredito que nenhum criatura já tenha chegado a essa resposta.

Com esse texto, darei início a uma série onde tentarei explicar o que cada cultura, cada povo, cada religião e cada área da ciência crê. Qual o limite de cada uma entre o real e a especulação.