Neurônios hackeados

28 03 2012

Loco

Pesquisadores do Instituto Scripps conseguiram “hackear” o cérebro de ratos, induzindo-os a formar memórias híbridas sintéticas – lembranças que combinavam experiências reais com outros contextos.

Para isso, os cientistas modificaram geneticamente alguns animais para que eles possuíssem neurônios que pudessem ser ativados, controlados e monitorados. Os bichinhos, então, foram condicionados a ter medo de uma gaiola específica: cada vez que eles entravam nela, levavam choques. E, quando os ratos estavam em outra gaiola, eles recebiam um químico que ativava a mesma parte que estimulava o medo nos animais, como se eles realmente estivessem assustados.
Os ratos, então, passaram a se comportar como se tivessem formado uma memória misturada da gaiola que dava choques e da outra gaiola, agindo de forma assustada nas duas. Isso significa que a lembrança do medo foi transferida sinteticamente para a outra gaiola, que não dava choques, misturando as duas experiências. Para eles, apenas uma gaiola passou a existir.

Parece macabro? Talvez para os bichinhos, mas a intenção dos pesquisadores, supostamente, é boa. Ao controlar a memória dos animais eles esperam encontrar um caminho que indique como manipular a mente de pacientes com esquizofrenia e estresse pós-traumático.

Via: Galileu

By: Luca Lobo

 

 





Cientistas descobrem como matar células do câncer

18 03 2010

Em vez de matar células cancerígenas com drogas tóxicas, cientistas de Harvard descobriram um caminho molecular que as obriga a envelhecer e morrer.

As células cancerígenas se espalham e crescem porque podem dividir-se indefinidamente. Mas um estudo em ratos mostrou que o bloqueio de um gene causador do câncer chamado Skp2 forçou células cancerígenas a passar por um processo de envelhecimento conhecido como senescência – o mesmo processo envolvido na ação de livrar o corpo decélulas danificadas pela luz solar.

Hora da vingança!

Se você bloqueia o Skp2 em células cancerígenas, o processo é desencadeado, relatou Pier Paolo Pandolfi da Harvard Medical School, em Boston, e colegas em artigo publicado na revista “Nature”. A droga experimental contra o câncer MLN4924, da Takeda Pharmaceutical – já na primeira fase de experimento clínico em humanos – parece ter o poder de fazer exatamente isso, disse Pandolfi em entrevista por telefone. A descoberta pode significar uma nova estratégia para o combate ao câncer. “O que descobrimos é que se você danifica células, as células têm um mecanismo de adensamento para se colocar fora de ação”, disse Pandolfi. “Elas são impedidas irreversivelmente de crescer.” A equipe usou para o estudo ratos geneticamente modificados que desenvolveram uma forma de câncer de próstata. Em alguns deles, os cientistas tornaram inativo o gene Skp2. Quando o rato atingiu seis meses de vida, eles descobriram que os portadores de um gene Skp2 inativo não desenvolveram tumores, ao contrário dos outros ratos da pesquisa. Quando eles analisaram os tecidos de nódulos linfáticos e da próstata, descobriram que muitas células tinham começado a envelhecer, e também encontraram uma lentidão na divisão de células. Esse não era o caso em ratos com a função normal do Skp2. Eles obtiveram efeito semelhante quando usaram a droga MLN4924 no bloqueio do Skp2 em culturas de laboratório de células de câncer da próstata.

By: Luca Lobo