Foto tirada pela NASA mostra Itália de noite

2 03 2012

Uma imagem divulgada pela NASA mostra a península itálica repleta de luzes acesas durante a noite. A foto foi tirada por integrantes da Estação Espacial Internacional, que sobrevoava a região da Itália a 240 quilômetros de altitude.

Na foto, é possível ver duas manchas mais claras, nas quais se concentram mais luzes: são as cidades de Roma e Nápoles, duas das principais na nação cujo território lembra o formato de uma bota. Mais acima, a luz opaca de outras nações da região como Áustria e Suíça está visível.

By: Otávio~





Esfera de metal cai do céu em Anapurus, Maranhão

24 02 2012

A esfera misteriosa

A suposta queda do espaço de uma esfera de metal com cerca de 30 kg assustou moradores da cidade de Anapurus, no interior do Maranhão. Alguns falaram em invasão alienígena e até em indícios do fim do mundo, mas o mais provável é que se trate de lixo espacial.

O objeto caiu próximo a casas no município, que tem cerca de 13 mil habitantes, na manhã da última quarta-feira. Segundo moradores,antes de cair, a bola ainda teria atingido-e destruído- um cajueiro em uma fazenda.

O comandante da Polícia Militar do município determinou que o misterioso objeto fosse levado à delegacia para averiguações.

O caso fez sucesso em vários blogs do Maranhão e levou uma legião de curiosos à pequena cidade para ver a “bola” misteriosa.

Por meio de sua assessoria, a Aeronáutica afirmou que pretende ir até o local do incidente e recolher o material para estudo.

O astrofísico da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) Gustavo Rojas acredita que a esfera metálica seja parte de um foguete Ariane 4, usado para o lançamento de cargas pesadas, pela ESA (Agência Espacial Europeia).

Ele consultou a base de dados do Centro de Estudos de Reentrada de Lixo Orbital e verificou que o objeto estava para cair em um local e área compatíveis.

Rojas comunicou a reentrada ao centro, que já entrou em contato com a agência europeia. O grupo agora pede mais informações, como o horário exato e a latitude e longitude da queda.

“O procedimento correto é chamar as autoridades locais e consultar um especialista para identificar o objeto. É importante fornecer os dados precisos da reentrada porque isso ajuda a previsão de futuras quedas de lixo espacial.”

O lixo espacial é um problema crescente e há milhares de fragmentos orbitando a Terra. Muitos deles são destruídos na reentrada, mas alguns resistem e podem oferecer riscos. Até agora, no entanto, não houve vítimas fatais em acidentes.

By: Luca Lobo

 





Considerado o envio de Astronautas à “buracos gravitacionais”

12 09 2009

Resumo

Quem não estiver a fim de ver o post inteiro, veja este resumo: Os astronômos estão estudando a possibilidade do envio de astronautas e satélites para pontos de Lagrange, que sõa pontos onde a gravidade de dois astros se anulam. Estes pontos existem entre a Terra e o Sol, Terra e a Lua, entre dois planetas, entre qualquer planeta e alguma de seu satélite natural, etc. Nesse ponto sem nenhuma força gravitacional, estações podem ser posicionadas de forma que o gasto de combustível será praticamente nulo. Também é estudada a utilização de Rodovias espaciais, que se trata da formação de rotas entre diversos pontos de Lagrange, de forma que naves poderam trafegar pelo sistema Solar com baixo consumo de combustível e mais rapidamente.

Pontos de Lagrange envolvendo a Terra

Pontos de Lagrange envolvendo a Terra

Matéria completa

Apesar de Marte, da Lua e asteroides serem os lugares que todos costumam a estimar mais,  as próximas etapas da exploração humana do espaço continuam como uma incógnita. Tudo começou quando o presidente Barack Obama encomendou uma revisão dos planos da NASA – E o rumo da exploração espacial depende muito das decisões dos EUA perante seus investimentos.

Porém, uma viagem tripulada à Marte ainda é algo não muito próximo, uma vez que robôs ainda têm muito que examinar por lá, e a tecnologia humana ainda tem que achar um jeito de armazenar mantimêntos sulficientes para manter uma tripulação que poderá ir pra Marte.

Buraco gravitacional

Ilustração do ponto de Lagrange L2, que fica 4 vezes mais distante da Terra que a Lua

Ilustração do ponto de Lagrange L2, que fica 4 vezes mais distante da Terra que a Lua

A comissão da Casa Branca responsável pelo estudo dessas alternativas está considerando mais uma possibilidade: mandar astronautas para um “buraco gravitacional,” um lugar absolutamente vazio, onde não existe nenhum corpo celeste onde se possa pousar, e uma força de gravidade absolutamente nula e que fica quatro vezes mais distante do que a Lua, a mais de 1 milhão de quilômetros da Terra.

Primeira vista, pode parecer meio sem sentido. Porém, esse buraco gravitacional é chamado Ponto de Lagrange, um ponto no espaço onde a aceleração da gravidade da Terra e do Sol são exatamente iguais. Uma vez que a lei da Física Inércia, diz que um corpo tende a ficar estacionado a não ser que uma força atue sobre ele (no caso, a gravidade), e se esse corpo estiver em movimento retilíneo uniforme, ele continuará executando o mesmo movimento até que uma força o desvie. Logo, os objetos nesse ponto podem permanecer lá indefinidamente com um gasto quase nulo de combustível.

Super Rodovia espacial

Ilustração artística de uma Super Rodovia Espacial

Os pontos de Lagrange não são exclusividade da Terra e do Sol. Eles existem em qualquer lugar onde a gravidade é nula, devido ao equilíbrio da força gravitacional de dois astros. Assim, existem pontos de Lagrange entre a Terra e a Lua, entre os planetas e o Sol, entre dois planetas vizinhos, entre um planetas e suas luas, etc.

Teoricamente, uma nave poderia se movimentar pelo Sistema Solar mais rapidamente, e com pouco consumo de combustível, se usasse as rotas entre os diversos pontos de Lagrange, criando uma espécie de Super Rodovia Interplanetária.

Muitos dos satélite novos, que ainda estão em construção, serão lançados em diversos pontos de Lagrange, principalmente o L2. Neste ponto já está instalado desde 2001 o satélite de WMAP. Astrônomos também consideram o envio de astronautas para esses pontos como um treinamento para missões interplanetárias.