Saúde pública no Brasil recebe nota 5,4 de acordo com o índice do governo

2 03 2012

Índice elaborado pelo governo revela que somente 1,9% da população brasileira vive nos 347 municípios cujos serviços públicos de saúde têm notas acima de 7,0, segundo o Índice de Desempenho do SUS (IDSUS), lançado nesta quinta (1) pelo Ministério da Saúde.

Observação: ao ser publicado, este texto informou que a meta estipulada pelo Ministério da Saúde para os municípios brasileiros era nota 7,0, segundo informaram técnicos da pasta em entrevista prévia ao anúncio do índice, na terça-feira (28). Nesta quinta, ao fazer o anúncio oficial, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que não há meta. A alteração foi feita às 17h24.

A parcela dos que têm os melhores serviços públicos, segundo o índice, é menor que a dos 5,7 milhões de brasileiros que vivem nas 132 cidades com os piores serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), isto é, com notas inferiores a 3,9. A média nacional resultante do índice é 5,4.

O país passou raspando, na nossa avaliação”, disse Paulo de Tarso Ribeiro de Oliveira, diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS.

Segundo o Ministério da Saúde, o índice, que será atualizado a cada três anos, pretende avaliar o desempenho dos serviços oferecidos pelo SUS nos municípios.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou o lançamento do novo índice como parte de uma “obsessão” do governo em avaliar seus serviços e atribuiu à presidente Dilma Rousseff essa cobrança. “O SUS não pode forma alguma temer o processo de avaliação. […] Muito pelo contrário: tem que ser algo visto como fundamental para que a gente dê conta de avançar no SUS”, declarou.

Questionado várias vezes se alguma nota seria ideal para o país, Padilha evitou citar números. Ele disse que o esforço do ministério é melhorar sempre os serviços disponíveis e que, ideal, nem a nota 10.

Na terça-feira, durante entrevista para esclarecimento sobre os critérios do IDSUS, no entanto, técnicos do Ministério da Saúde afirmaram que a nota 7,0 era um grau tido como meta do governo, em um primeiro momento.

“De 7,0 em diante é a nota que o SUS deveria ter”, afirmou na ocasião Paulo de Tarso Ribeiro de Oliveira, diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS.

Segundo Padilha, não existe parâmetro internacional que se adeque ao cenário brasileiro. Metas, portanto, estão descartadas, disse.

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Exposição em Londres traz imagens microscópicas premiadas

16 10 2009
Óvulo humano no momento exato em que espermatozoides tentam fecundá-lo. (Foto: M I Walker/Wellcome Image Awards 2009)

Óvulo humano no momento exato em que espermatozoides tentam fecundá-lo. (Foto: M I Walker/Wellcome Image Awards 2009)

O instituto Wellcome Trust inaugurou nesta semana em Londres uma exposição com novas fotos e ilustrações de sua biblioteca de imagens científicas. O instituto premiou as 19 melhores imagens por sua contribuição para o entendimento da ciência e pela “inspiração” que provocam.

As fotos, que usam técnicas extremamente avançadas de fotografia microscópica, variam de detalhes de vasos capilares, células, até sementes e um óvulo sendo fecundado.

Reconstrução das vilosidades do intestino delgado de camundongos. Sua utilidade é aumentar a superfície do intestino para ajudar na digestão. (Foto: Paul Appleton/Wellcome Image Awards 2009)

Reconstrução das vilosidades do intestino delgado de camundongos. Sua utilidade é aumentar a superfície do intestino para ajudar na digestão. (Foto: Paul Appleton/Wellcome Image Awards 2009)

Segundo Alice Roberts, bióloga, antropóloga e escritora, que apresentou a premiação, as imagens e fotografias podem ajudar os cientistas a entender as estruturas que são muito pequenas para serem vistas a olho nu, elucidar a relação entre estrutura e função e “até ilustrar ideias abstratas difíceis de entender de outro jeito”.

Copolímeros, usados para transportar medicamentos dentro do corpo humano, permitindo controlar o tempo em que a substância é liberada. (Foto: Annie Cavanagh/Wellcome Image Awards 2009)

Copolímeros, usados para transportar medicamentos dentro do corpo humano, permitindo controlar o tempo em que a substância é liberada. (Foto: Annie Cavanagh/Wellcome Image Awards 2009)

“As imagens também formam uma ponte, de modo que não cientistas ou pesquisadores de diferentes disciplinas possam apreciar os conceitos que, de outra forma, permaneceriam esotéricos” – disse Roberts.

As fotos estarão expostas no instituto até o ano que vem.

Fonte: G1