Água na Lua!

25 09 2009

Sim, você leu certo. Nessa quinta-feira dia 24, foi provado o improvável. É praticamente certeza que  existe água na Lua. Em proporções minúsculas, é claro, mas ao menos 1 gota de água na Lua já é algo pra lá de interessante.

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Nos últimos anos se vem procurando o tão precioso líquido na Lua. O mais impressionante ainda, é que os astronomos sempre esperaram achar água nas crateras da Lua, já que em muitas delas a luz do Sol é raríssima, logo, a água não evapora. Ninguém havia pensado que poderia haver água na parte que bate Sol. Mas foi justamente lá que a água foi encontrada! A água foi encontrada em grande parte da superfície da Lua!

A descoberta foi feita pela equipe da astrônoma americana Jessica Sunshine, que usando dados de duas sondas que estudaram a Lua (a americana Deep Impact e a indiana Chandrayaan-1), percebeu a presença de água na superfície da Lua. A descoberta veio da detecção de moléculas de hidroxila e de água.

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Mas como pode haver água na Lua? Bem, a explicação vem, irônicamente, da ação do Sol. Átomos de hidrogênio existentes no vento solar provavelmente se combinam com o oxigênio existente no solo lunar, formando OH e H2O. Porém, os dados da sonda Deep Impact revelaram que havia um ciclo de criação e destruição da água. A água provavelmente se forma nos períodos em que o Sol bate rasante na superfície lunar, o que acontece pela manhã e ao fim do dia. Conforme o Sol vai subindo, a água criada momentos antes evapora, mas volta  a se formar com o entardecer (como mostra a imagem acima) .

Apesar da quantidade de água formada por este processo seja muito pequena (uma camada com a espessura de poucas moléculas), as implicações da descoberta são bastante importantes. Imagine agora que objetos tão áridos quando a superfície da Lua, como são muitos dos asteróides, devem estar formando água em suas superfícies. Aliás, os astrônomos lunares tem por décadas “caçado” água na Lua, e finalmente, a primeira evidência dela surgiu!





Telescópio Kepler em busca de satélites naturais habitáveis

24 09 2009

Desde o lançamento do Telescópio Espacial Kepler, no início de 2009, os

Consepção artística de uma lua habitável, com uma bela vista para o seu planeta gasoso. Imagina só como seria legal...

Consepção artística de uma lua habitável, com uma bela vista para o seu planeta gasoso.

astrônomos têm aguardado  a primeira detecção de um planeta semelhante à Terra, orbitando outra estrela – veja Telescópio espacial Kepler vai começar busca por outras Terras.

O telescópio, que carrega em seu nome uma homenagem ao grande astrônomo, pai da astronomia moderna, Johannes Kepler, tem como principal objetivo encontrar planetas extrassolares, principalmente habitáveis.

Mas agora, a idéia está indo até mais longe.  Uma equipe de cientistas da Universidade College London, comandada pelo Dr. David Kipping, acredita que será possível descobrir até mesmo “exoluas” – luas dos planetas extrassolares, também conhecidos como exoplanetas.

Para detectar planetas extrassolares, é necessário que estes apresentem um movimento “especial”, como passar na frente de sua estrela mãe, ou “balançar” durante sua órbita.

Quais as condições para uma lua ser habitável?

Se um planeta parecido com Saturno estiver a uma distância adequada de sua estrela, então a temperatura permitirá que a água em estado líquido e seja estável em luas suficientemente grandes, tornando-as potencialmente habitáveis.

Os astrônomos descobriram que exoluas habitáveis com apenas 20% da massa da Terra serão facilmente detectáveis com os instrumentos do Kepler.

Potencialmente, o telescópio poderá procurar luas habitáveis do tamanho da Terra ao redor de mais de 25.000 estrelas, localizadas a até 500 anos-luz do Sol. No céu inteiro, há milhões de estrelas que poderiam ser rastreadas em busca de exoluas habitáveis contando-se tão-somente com a tecnologia atual.





O Mistério da Vida e do Infinito

5 09 2009

Quem Somos Nós

Quem somos nós? De onde viemos? Para onde vamos?

É difícil crer que exista alguma pessoa em todo o mundo que nunca haja feito essa pergunta para si própria, nem se por apenas um minuto.

Onde começa, e onde termina o “existente”? O existente é “infinito”?

É algo muito difícil de acreditar que exista um “fim”, um limite, um lugar onde você possa falar “acabou, não existe mais nada além disso, vamos voltar que não há mais nada pra se ver”.

Existe algo além do mundo orgânico, do universo material, algum lugar onde exista muito mais do que apenas aquilo que nossos olhos enxergam, que a ciência prova e explica, com precisão?

É impossível ter certeza sobre esse assunto. É algo que sempre alguém vai tentar explicar, mas nunca vai conseguir convencer todos. O certo é criar você próprio o que você vai acreditar, e não acreditar em alguma coisa só porque todos acreditam.

Em quem devemos acreditar? Na ciência? Na religião? Em nenhum dos dois? Ou nos dois?

A religião é algo simples, porém complexo. Já a ciência é algo complexo, porém simples. Mas como assim?

A religião é algo cuja teoria é extremamente simples, que poderíamos seguramente explicar tudo que acontece, em resumo, por Deus. Mas por que então, ela também é complexa? A religião abrange e explica absolutamente tudo, dá uma explicação exata de tudo que propõe. Mas ninguém pode provar que a religião é um caminho certo, pois ela simplesmente tira idéias do nada. Se o que alguma religião fosse provado, todas as nossas dúvidas teriam uma resposta, e o maior mistério da humanidade estaria acabado. Porém alguma religião ser provada é algo improvável.

A ciência ,por outro lado, é algo extremamente complexo, possuindo inúmeras fórmulas e procedimentos. A ciência tem uma explicação perfeitamente aceitável para tudo que ela diz, e se ela prova algo, aquilo é oficial, está certo e não há chances de estar errado, o máximo que pode acontecer é alguém futuramente detectar algum pequeno equívoco no que o cientista original propôs, porém a base continuará a mesma. Mas onde está o lado simples da ciência então?

A ciência só consegue explicar aquilo que vê. Não consegue dar absolutamente nenhuma resposta sobre o que há antes da vida, ou depois da vida, o que existia antes do Big Bang, e o que vai existir depois que o universo acabar. Se acabar. A ciência abrange uma área relativamente pequena do existente, apesar de por outro lado, conseguir provar tudo que abrange. É exatamente o contrário da religião.

Macacos também fazem reflexões.

Macacos também fazem reflexões.

Faça, se ainda não tiver feito, uma séria reflexão sobre essas perguntas.  Quem somos nós? De onde viemos? Para onde vamos? Onde começa, e onde termina o “existente”? O existente é “infinito”? Em quem devemos acreditar? Na ciência? Na religião? Em nenhum dos dois? Ou nos dois?

Você nessa sua reflexão passará por vários caminhos. Terá horas que você terá certeza que não existe um Deus. Terá horas que você não conseguirá explicar nada sem partir na tese que Deus existe. Terá momentos que você não conseguirá enxergar como é possível existir algo além da morte. Porém haverá horas que você acreditará plenamente que a vida é infinita, independente de como, em reencarnação, em um paraíso, ou numa mistura dos dois.

Você passará várias vezes pela questão “O universo é infinito?” ou “Existe algo além do mundo orgânico e material?”

Após a essa reflexão, caberá a você definir em o que você irá acreditar.

O objetivo de todas as civilizações do universo é se desenvolver, e expandir seu conhecimento e domínio pelo universo.

O objetivo do Universo é responder à seguinte pergunta:

Quem Somos Nós

E acredito que nenhum criatura já tenha chegado a essa resposta.

Com esse texto, darei início a uma série onde tentarei explicar o que cada cultura, cada povo, cada religião e cada área da ciência crê. Qual o limite de cada uma entre o real e a especulação.





Vida pode ser possível em lua de Saturno, dizem cientistas brasileiros

28 08 2009

A pergunta sempre excitou a imaginação do homem: há vida em outros planetas além da Terra? Filmes e livros já ofereceram inúmeras versões no campo da ficção. Na área da ciência, uma pesquisa reunindo astrônomos e químicos tem se aproximado mais da realidade ao recriar em laboratório as condições da atmosfera de Titã, uma das luas de Saturno.

No experimento, os pesquisadores identificaram a formação de adenina, uma das quatro bases do DNA. Isso leva à pressuposição de que, sob determinadas circunstâncias, a possibilidade de vida em Titã é bastante real.