Review: Pokémon Rumble

16 03 2010

WiiWare

Um jeito diferente de jogar Pokémon!

História

Sendo Pokémon, adivinha? Sim, você deve se tornar um campeão, mas dessa vez, é campeão do Battle Royale. Deixe-me explicar melhor: Além das batalhas travadas com pokémons “verdadeiros”, existe um espécie de jogo chamado Battle Royale, onde você usa pokémons de brinquedo para lutar, só que não em batalhas por turnos, e sim um survival (você contra todo mundo). Passe pelas dungeons (mas cuidado, você só tem 3 vidas!) e lute contra os chefões, recrute pokémons e passe de level e de ranking.

Muita ação e emoção!

Assim, você se torna o grande mestre. Pode parecer que só tem pokémon de Kanto, mas quando você se torna campeão, destrava o Another Mode (o modo avançado) com pokémons muito mais difíceis, agora, da região de Sinnoh. O jogo é fácil no começo e começa a ficar bem complicado ainda em Kanto, os chefes passam de um simples, “bata até morrer” para “é melhor ter cuidado e uma estratégia, senão se tá ferrado”. Você pode ainda usar seu rico dinheiro para comprar recrutas ou ataques para seu pokémon, mas existe um porém em comprar esses ataques, você paga antes de saber o produto, portanto, se você tirar um “Leer” ou “Growl” e não desejar nenhum dos dois, se ferrou. A história é básica e batida, mas ter mais de um modo para jogar é bem legal (diferente de outros jogos do WiiWare).

Gráficos

Os pokémons são iguaizinhos aos do My Pokémon Ranch, ou seja, extremamente não-detalhados, mas nesse caso, existe a desculpa de serem brinquedos. No resto, os gráficos são até bonitinhos, meio cartunescos e infantis, não são um terror ao olhar, e tem uma bela textura, colorido, só que não é nada revolucionário, ou emocionante de se ver.

Nota: 7,5

Música/Som

ARGH! Um terror! Durante uma fase existem duas músicas, uma durante uma batalha (quase o tempo todo) e outra entre as batalhas (quase nunca). A música em si deve durar uns 20 segundos, pois logo ela volta a repetir, e repetir, e

Por que só duas regiões? Nunca vamos saber!

repetir, até você enjoar, e quando acaba uma batalha e começa tocar a outra musiquinha e você acha que se livrou, lá vem mais uma onda de inimigos para cortar o seu barato. E a composição na é lá grande coisa, é mais um jingle genérico tocado num teclado qualquer. Cada pokémon tem seu rugido/banido/latido especifico, e esse jogo não é exceção, mas os sons são iguais aos do DS, prum jogo de Wii, é muito ruim! Mas todo o som é ouvido com certa perfeição, ou seja, apesar de ruins, foram bem gravados.

Nota: 4,0

Jogabilidade

Nada inovador, use o controle na horizontal, ataque com os botões 1 e/ou 2 e direcione seu personagem com os direcional. Nada novo, mas funciona bem. Os controles são lidos com perfeição pelo Wii. Mas depois de um tempo, o dedo começa a doer de tanto pressionar o direcional.

Nota: 8,5

Diversão

Muita! O jogo, apesar de suas vária imperfeições é muito divertido, no modo single ou multyplayer, a diversão é garantida (como é característico da série Pokémon). Não existem muitos modos diferentes, só o Normal e o Advanced, mas é o suficiente! Se bem que uns minigames não fariam nada mal…

Nota: 9,5

Replay

Médio, quer dizer, mesmo depois de você zerar o jogo (contando com o modo EX) ainda existem coisas para fazer, como colecionar todos os pokémons, por exemplo, (o que não é fácil), ou bater algum recorde, ou jogar com seus amigos, quem sabe? Mas depois disso, não existe realmente mais nada que te prenda ao jogo. O fator podia ser ainda mais alto se você pudesse jogar online, ou se tivesse mais modos, com os pokémons de Johto e de Hoenn, fazer o quê?

Nota: 8,5

Conclusão

O preço do jogo é 1500 Wiipoints ou 15 doláres, se vale a pena? Depende do tipo de jogador que você é, isso sempre, mas acho que de modo geral, esse jogo não é ruim, é na verdade, revolucionário, com um jeito novo muito divertido de se jogar pokémon, apesar de todas as falhas, mas cabe a você leitor, decidir, vale a pena pagar esse preço?

Nota Final: 7,6

PS: Esqueci o que ia dizer…

By: Luca Lobo





Review: World of Goo (WiiWare)

8 01 2010

Genial, essa é a melhor palavra para descrever World of Goo, uma produção da 2D Boy (3 caras). O jogo custa 1500 wii points do WiiWare ( a loja virtual da Nintendo acessada pelo próprio Wii), o equivalente à 15 dólares, meio caro, mas vale a pena pois o jogo é ótimo. Tudo, desde a introdução até os levels são sombrios, muito sombrios, o que cria um ótimo clima, à medida que a história se desenrola você acaba descobrindo a verdade sobre o passado desse mundo sombrio e de seus habitantes mais simpáticos, as Goo Balls. O jogo funciona assim: Você tem um determinado número de bolinhas à mão, e uma quantidade que tem que salvar, com wii remote você gruda essas bolinhas umas nas outras formando uma ponte ou uma torre, mas cuidado, se for pesada demais ela pode cair, o jogo é um simulador de física por assim dizer. A música é uma das melhores que já ouvi em jogo, mentira, é A melhor, simplesmente linda, grandiosa e como todo o resto do jogo…sombria. Os gráficos são lindos, mesmo, o mundo é perfeito, cheio de detalhes parecendo um desenho animado, cheio de cores vivas e à arte-final é

Preste atenção, muita coisa pode acontecer ao mesmo tempo!

uma das melhores, e tudo isso combinado aumenta mais ainda o mistério. O jogo, fácil no começo, começa a ficar meio difícil a partir do outono (os “mundos” são divididos por estações) e vai piorando, mas para ajuda-lo foram inventados os Time bugs, insetos que você mata para voltar uma jogada no tempo. A dificuldade pode estar nas próprias bolinhas, algumas sendo inflamáveis, outras pode ser coladas mas depois desgrudadas (sim, uma das grandes dificuldades do jogo é que certas bolinhas, depois de grudadas já era), umas são gigantes, outras sobrevivem na água, assim vai. Algumas fases podem durar de 15-30 minutos de queimação cerebral, há ainda para os jogadores mais radicais, um objetivo compulsivo que pede por exemplo que você salve 35 bolinhas (tendo apenas 36) ou que termine a fase em menos de 1 minuto, essas brincadeiras de criança. Os controles são lidos com perfeição, ou seja, não há problemas. Agora, digamos que seu objetivo era salvar 10 bolinhas, e você salvou 18, o que acontece com as outras oito? Vão para a World of Goo Corp. Uma espécie de minigame onde você compete online para ver quem constrói a maior torre estável do mundo (a minha tem 10.2 metros de altura, é uma pirâmide). A diversão é ridiculamente grande e o jogo é tão bom, que é difícil desistir, mas se você não consegue passar de um puzzle, o jogo começa a perder a graça, e é esse meu problema com puzzles. O fator replay é enorme assim como a diversão pois, por que parar se é divertido não é? O jogo é viciante! Cada fase te oferece um desafio novo, seja colocar balões para fazer as bolinhas flutuarem, ou sacrificar um monte de bolinhas para que outras sejam salvas, nesse mundo bizarro o Sign Painter te ajuda dando dicas (indiretas) e filosóficas, mas que nem sempre ajudam, uma hora ele pode dizer que o título do jogo não é apropriado, outra hora ele diz que uma grande mudança está chegando.Uma das coisas que eu achei mais legais no jogo são as rotas alternativas. Está com um problema nessa fase? Tente a outra! Mas se você tem problemas nas duas… Se o jogo vale apena apesar do preço? Sim, eu não me arrependi, e se você for fã de jogos de lógica melhor ainda. Mas acho que crianças não vão saber apreciar o jogo, ainda.

Gráficos: 10

Som: 10

Jogabilidade: 10

Diversão: 8.0

Replay: 7.0

Nota Final: 9.0

PS: Se tudo é possível, não é possível que algumas coisas sejam impossíveis?

By: Luca Lobo