O cigarro mata.

22 01 2010

Flávio Rodrigo era um homem, que assim como muitos outros, acordava cedo, tomava seu café, pegava trânsito na agitada São Paulo e ia para seu trabalho, almoçava no trabalho e no final da tarde, pegava trânsito novamente voltando para sua casa. Quando chegava, tudo que queria era sentar-se na cadeira, assistir TV , enquanto sua mulher cozinhava o jantar, e claro, fumar seu cigarro. Sua primeira experiência com cigarro foi aos doze, mas começou a fumar realmente aos vinte, agora, estava com quarenta e cinco. Mas o vício estava em seu genes, ele não conseguia largar o seu cigarro, a cada parada no trabalho, em todo lugar que se é permitido, lá estava ele fumando. Um certo dia, em um desses check-ups gerais que se faz no médico, ele descobriu algo um pouco assustador, seu pulmão estava preto! O médico disse que se Flávio não parasse de fumar, ele poderia morrer rapidamente (e para voltar na semana que vem para fazer o teste de câncer). Flávio se decidiu, “Hoje vou parar de fumar!”, disse a si mesmo. Voltou para casa, olhou a caixa Malboro, que tentação, mas já tinha se decidido, jogou a caixa fora, e foi assistir TV, azar, a primeira propaganda foi uma de cigarro, ele sentiu uma pontada no peito, suas papilas gustativas se animaram, sua boca encheu de água, ele tentou se distrair, olhou para longe da TV, para uma foto pendurada na parede. A mirou bem, a luz refletida da lâmpada, laranja, dançante,  o fez lembrar do fogo que acendia seu cigarro. Agora estava suando, tentou, em vão, se distrair novamente, quase dezoito horas sem fumar, nunca tinha ficado tanto tempo assim sem seu cigarro. O que faria agora? Olhou para o relógio, ainda dava tempo. Pegou as chaves de casa, saiu pela porta. “A padaria ainda está aberta!”, pensou, e saiu correndo, estava tão perto, só precisava atravessar a rua agora. “Quase lá, quase lá”, murmurou baixinho. Não olhou para atravessar, por que precisaria? Era uma das ruas menos movimentadas de São Paulo! Quando estava na metade da rua, um caminhão o pegou de surpresa, e ele nem percebeu, claro, morreu na hora. A última coisa que seus olhos viram foi a propaganda de cigarros na padaria, há! Doce tentação!

A manchete no dia seguinte: O cigarro fez outra vítima.

By: Luca Lobo

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